#Ilumine-se

A paixão por quebra-cabeças que virou negócio e um projeto social

27 de junho de 2022

A paixão por quebra-cabeças virou um negócio para a produtora de eventos Daniela Petroni, que propõe o resgate de experiências sensoriais e do tato real e não o virtual. Essas são algumas das sensações que seus produtos oferecem. Isto é, quebra-cabeças com ilustrações diferenciadas que convidam as pessoas a dar uma pausa em tempos de hiperconexões.

Apaixonada por quebra-cabeças desde os 17 anos, Daniela se frustrava sempre que buscava um novo jogo para montar. Anos depois teve a ideia de oferecer algo novo para as pessoas que sentiam a mesma coisa. “A Puzzle Me surgiu de uma dor pessoal minha, de não encontrar quebra-cabeças com imagens que me agradassem.”

Embora com pouco capital, mas após muito estudo e pesquisa, Daniela abriu a empresa em 2016. “É preciso desromantizar o empreendedorismo. Um bom negócio não se faz apenas com sonhos.” Por essa convicção, foi buscar referências, conhecimentos e aprimorar competências. “Não dá para sair fazendo, por fazer. O plano de negócio, assim como a sua validação, é fundamental”, afirma.

A empresária também destaca a importância dos relacionamentos, o network. Em seus muitos anos de experiência como produtora de eventos, tinha muitos contatos. Aliás, foi por meios de desses relacionamentos que, logo no início, mesmo ainda com uma proposta bem simples do produto e focado em empresas, conseguiu um cliente de visibilidade. “Conhecia muita gente no meio de eventos e apresentei meu trabalho. Na época, como estava fazendo quebra-cabeças menores, que tinham preços mais acessíveis, conseguia atender pedidos corporativos em grandes quantidades. Foi assim que meus produtos foram parar no festival de música Lollapalooza, em São Paulo.”

A paixão por quebra-cabeças virou negócio: pegada social e e-commerce

A Puzzle Me já nasceu com uma pegada social. O projeto Pecinhas do Bem, a empresa já doava 5% da venda dos produtos para ONG’s, selecionadas pelos próprios clientes. No entanto, em 2020, Daniela lançou também o Projeto Mulheres.  Coleção com quebra-cabeças com obras de arte criadas por mulheres, cuja venda também destina 5% para instituições que apoiam mulheres em situação de vulnerabilidade.

“Se cada um fizer um pouquinho para ajudar podemos construir um mundo melhor! Comecei a buscar imagens que ficassem interessantes no produto e vi que as que mais faziam sentido eram de artistas mulheres. Dessa forma, seria coerente fazer as doações para causas de empoderamento feminino”.

Daniela sempre quis entrar no varejo. Em 2020, com a pandemia, resolveu ir para o e-commerce. “Pensei, a hora é agora”. Aliás, com as pessoas mais reclusas, sem ter como sair para outros tipos de entretenimento, a empresa alavancou ainda mais o negócio. “Vendemos muito durante a pandemia. O empreendedor precisa estar atento e aberto a todas as possibilidades e se reinventar com elas”, afirma.

E é com esse pensamento, de busca constante de novas oportunidades, que Daniela está desenvolvendo novos mercados. “Com o fim das restrições, estamos testando outros lugares para exposição e vendas de produtos, como feiras, por exemplo. Afinal, os mercados se conectam. A pessoa pode conhecer o produto em um estande e completar a venda no site.”

Para ela é possível, sim, transformar sonhos em negócios. No entanto, ressalta que conhecimento e planejamento são essenciais. E deixa uma dica para quem quer investir no sonho: “Estude o mercado e se seu produto é viável, regularize a empresa e jamais, em tempo algum, misture pessoa física com pessoa jurídica. Afinal, o dinheiro da empresa não é seu, não é para pagar suas dívidas pessoais. Para isso tem o pró-labore”.

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